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PF investiga fraudes em sistema de vacinação do Ministério da Saúde

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (4) a segunda fase da Operação Venire, que apura a existência de associação criminosa responsável por inserir dados falsos de vacinação contra a covid-19 no sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ambos do Ministério da Saúde.

Por MT Giro em 04/07/2024 às 17:50:43

A Pol├şcia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (4) a segunda fase da Operação Venire, que apura a exist├¬ncia de associação criminosa respons├ível por inserir dados falsos de vacinação contra a covid-19 no sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Rede Nacional de Dados em Sa├║de (RNDS), ambos do Ministério da Sa├║de.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da Rep├║blica (PGR), contra agentes p├║blicos vinculados ao munic├şpio de Duque de Caxias (RJ). Segundo a PF, eles seriam respons├íveis por viabilizar a inserção de dados falsos de vacinação no sistema.

"A ação tem como objetivo ainda buscar a identificação de novos benefici├írios do esquema fraudulento", completou a corporação no comunicado. Estão sendo cumpridos, ao todo, dois mandados, nas cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias.

Entenda

A primeira fase da Operação Venire foi deflagrada em maio do ano passado. À época, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, foi preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido pela PF na resid├¬ncia do ex-presidente, em Bras├şlia.

A operação investiga a adulteração no cartão de vacina de Bolsonaro, da filha do ex-presidente, Laura, e de Mauro Cid. A imunização teria sido feita na Unidade B├ísica de Sa├║de (UBS) do Parque Peruche, em São Paulo, no dia 19 de julho de 2021.

De acordo com a prefeitura de São Paulo, apesar de haver registro no sistema com o CPF de Bolsonaro, a UBS nunca atendeu o ex-presidente, nem recebeu o lote da vacina citado no registro. Além disso, a profissional registrada como vacinadora nunca trabalhou na unidade mencionada.

Ainda à época, o Ministério da Sa├║de informou que todas as informações inseridas no sistema de registro de imunizações do Sistema ├Ünico de Sa├║de (SUS) são rastre├íveis e feitas mediante cadastro. Segundo a pasta, não houve relato de invasão externa ou de acesso sem cadastro ao sistema no per├şodo investigado pela PF.

Fonte: Agência Brasil

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